Capacitação fortalece atuação da Atenção Primária no enfrentamento da Doença Renal Crônica no Espírito Santo
A Secretaria da Saúde (Sesa), por meio da Subsecretaria de Atenção à Saúde (SSAS), em parceria com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), participou, quinta-feira (26), da Oficina de Capacitação sobre o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) – Estratégias para Atenuação da Doença Renal Crônica na Atenção Primária à Saúde (APS).
A capacitação aconteceu no auditório da Associação Médica do Espírito Santo (AMES), em Vitória, e teve o objetivo de fortalecer a identificação precoce, o acompanhamento adequado e o tratamento oportuno da Doença Renal Crônica (DRC) na Atenção Primária à Saúde, e reuniu 180 médicos da Atenção Primária de diversos municípios do Estado. A iniciativa foi promovida em parceria com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Regional Espírito Santo da SBN (SBN-ES) e a Associação Médica do Espírito Santo (AMES).
Durante o evento, os participantes acompanharam palestras ministradas por médicos nefrologistas, além de momentos de discussão de casos clínicos, debates e troca de experiências sobre os desafios enfrentados no atendimento aos pacientes com doença renal crônica nos serviços de saúde.
A programação abordou aspectos teóricos e práticos relacionados à prevenção, diagnóstico precoce, estratificação de risco, acompanhamento clínico e encaminhamento adequado dos pacientes, conforme as recomendações estabelecidas pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT-2024) do Ministério da Saúde.
O secretário de Estado da Saúde, Kim Barbosa, ressaltou que a qualificação permanente dos profissionais fortalece a capacidade de resposta da rede assistencial.
“A Doença Renal Crônica representa um importante desafio para os sistemas de saúde em todo o mundo e exige uma atuação integrada da rede assistencial. Investir na capacitação dos profissionais da Atenção Primária significa ampliar a capacidade de identificar precocemente os fatores de risco, evitar a progressão da doença e oferecer mais qualidade de vida aos pacientes. Essa é uma estratégia que fortalece o SUS Capixaba e gera impacto direto nos indicadores de saúde da população”, afirmou o secretário.
Segundo o secretário, a Atenção Primária desempenha papel estratégico por ser a principal porta de entrada do cidadão no Sistema Único de Saúde (SUS). "Capacitar os profissionais para reconhecer precocemente a doença e adotar condutas baseadas em evidências fortalece toda a Rede de Atenção à Saúde e torna o cuidado mais resolutivo", destacou Kim Barbosa.
Referência técnica da Sesa na área de nefrologia, a médica nefrologista Alice Pignaton enfatizou que a maioria dos casos de doença renal crônica pode ser identificada ainda nas fases iniciais, permitindo intervenções que retardam sua evolução.
“A doença renal crônica costuma apresentar evolução silenciosa, muitas vezes sem sintomas perceptíveis nos estágios iniciais. Por isso, é fundamental que os profissionais da Atenção Primária estejam atentos aos grupos de maior risco, como pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade e histórico familiar da doença. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado podem retardar significativamente a progressão da enfermidade e evitar a necessidade de terapias mais complexas, como diálise e transplante renal”, explicou Alice.
Alice Pignaton ressaltou ainda que a oficina integra as estratégias da Sesa para fortalecer a linha de cuidado das condições crônicas. Segundo ela, as capacitações apresentam as abordagens mais atuais disponíveis no SUS, conduzidas por especialistas da Rede Estadual, contribuindo para que a Atenção Primária atue de forma mais efetiva na redução das complicações provocadas pelas doenças renais.
Sobre a Doença Renal Crônica
A Doença Renal Crônica (DRC) é caracterizada pela perda gradual e progressiva da função dos rins, comprometendo a capacidade do organismo de filtrar resíduos e manter o equilíbrio de líquidos e minerais. Entre os principais fatores de risco estão a hipertensão arterial, o diabetes mellitus, a obesidade, o tabagismo e o envelhecimento.
A prevenção passa pela adoção de hábitos saudáveis, pelo controle adequado das doenças crônicas e pela realização periódica de exames, especialmente entre pessoas com fatores de risco. Essas medidas favorecem o diagnóstico precoce, retardam a evolução da doença e proporcionam melhor qualidade de vida aos pacientes.
A capacitação contou com palestras da diretora financeira da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Patrícia Ferreira de Abreu; da presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia – Regional Espírito Santo, Ramiele Aparecida Cruz Souza; e da vice-presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia e referência técnica da Sesa na área de nefrologia, Alice Pignaton.
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