A Câmara Técnica de Medicina Aeroespacial do Conselho Federal de Medicina (CFM) estabeleceu recomendações aos médicos e usuários de avião baseadas na cartilha “Doutor, posso voar?” elaborada pelos alunos da Liga de Medicina Aeroespacial da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Conheça as recomendações:
Doenças respiratórias
Viagens aéreas são contraindicadas para pessoas com infecções ativas porque podem alterar as respostas fisiológicas habituais ao vôo. Pessoas com infecções pulmonares contagiosas não devem embarcar, pois pode ocorrer agravamento dos sintomas, complicações durante e depois o vôo, além do risco de disseminação da doença entre os outros passageiros. Quadros graves, instáveis ou de hospitalização recente de asma brônquica também são incapacitantes para o vôo.
Pessoas com bronquite crônica e enfisema pulmonar devem buscar orientação médica especializada antes de embarcarem para que seja determinado se há necessidade de suporte de oxigênio no deslocamento.
Doenças cardiovasculares
Aqueles acometidos de complicações cardiovasculares devem ser orientados a adiar os vôos durante o período de estabilização e recuperação. Os prazos a serem observados são (podem ser revistos pelo médico assistente):
Nos casos de AVC, deve-se considerar o estado geral e a extensão da doença:
Pós-operatório e pacientes em recuperação
Pós-operatório torácico:
Pós-operatório neurocirúrgico:
Cirurgia abdominal: contraindicado o vôo por duas semanas, em média. Deve-se aguardar a recuperação do trânsito habitual do paciente, pois a presença de ar em alças, sem eliminação adequada, no pós-operatório de cirurgias recentes, pode determinar a sua expansão excessiva em vôo.
Gesso e fraturas:
Transtornos psiquiátricos
Distúrbios psiquiátricos - Pessoas com transtornos psiquiátricos cujo comportamento seja imprevisível, agressivo ou não seguro, não devem voar. Já aqueles com distúrbios psicóticos estáveis, em uso regular de medicamentos e acompanhados, podem viajar.
Epilepsia - A maioria dos epilépticos pode voar desde que estejam usando a medicação. Aqueles com crises frequentes devem viajar acompanhados e estarem cientes dos fatores desencadeantes que podem ocorrer durante o vôo: fadiga, refeições irregulares, hipóxia e alteração do ritmo circadiano. Recomenda-se esperar 24 a 48h após a última crise antes de voar.
Gestantes
Recomenda-se que os vôos sejam precedidos de uma consulta ao médico. De forma geral, as seguintes medidas devem ser observadas:
Crianças
No caso de recém-nascido, é prudente que se espere pelo menos uma ou duas semanas de vida até a viagem. Isso ajuda a determinar, com maior certeza, a ausência de doenças, congênitas ou não, que possam prejudicar a criança no vôo.
Observações Gerais:
Medicação-Recomenda-se levar a medicação prescrita pelo médico em quantidade suficiente para ser utilizada durante toda a viagem
Os remédios devem estar sempre à mão,preferencialmente acompanhados pela receita do médico,com as dosagens e os horários que devem ser administrados .
Em caso de deslocamentos que impliquem em mudança de fuso horário, o médico deve ser consultado para avaliar se há necessidade de ajustar os horários de ingestão dos medicamentos.
Enjoos- As pessoas mais susceptíveis a terem enjoo durante o voo são aquelas que já o apresentam quando andam de ônibus, carro ou navio. Estas devem evitar a ingestão excessiva de
líquidos, comida gordurosa, condimentos e refrigerantes que podem facilitar seu aparecimento.
Recomenda-se também, como medida de precaução,que utilizem os assentos próximos às asas do avião por ser o local de voo menos turbulentoe, por conseguinte, menos propenso a induzir náuseas e vômitos.
Procurar assistência e/ou orientação médica antes do voo, caso o passageiro apresente:
Referência Bibliográfica
O texto foi extraído na íntegra do site do CRMMG. ( crmmg.org.br)