Sesa realiza Fórum Regional Sudeste de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes
A Secretaria da Saúde (Sesa), realizou o Fórum Regional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes, com o tema "O protagonismo de crianças e adolescentes na construção da Política Nacional de Saúde Mental", o evento promovido pelo Núcleo Especial de Atenção Especializada/Rede de Atenção Psicossocial (Raps), da Gerência de Política e Organização das Redes de Atenção em Saúde (Geporas) da Sesa, em parceria institucional com o Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (DESMAD/SAES) do Ministério da Saúde (MS).
Com o tema “O protagonismo de crianças e adolescentes na construção da Política Nacional de Saúde Mental”, o Fórum Regional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes da Região Sudeste reuniu aproximadamente 150 participantes dos quatro estados da Região Sudeste, além de representantes do Ministério da Saúde (MS), gestores estaduais e municipais, trabalhadores da saúde, representantes do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente, conselhos de saúde, movimentos sociais e demais instituições e setores da intersetorialidade envolvidos na promoção e no fortalecimento das políticas públicas de saúde mental voltadas à infância e à adolescência. O encontro foi realizado no auditório da Faculdade Multivix, em Goiabeiras, Vitória, nos dias 15 e 16 de junho.
O Fórum marcou a retomada de uma importante agenda nacional voltada à saúde mental de crianças e adolescentes. A iniciativa dá continuidade ao Fórum Nacional, realizado entre 2004 e 2013, que teve papel estratégico na formulação e no fortalecimento de políticas públicas para esse público. Em 2026, a retomada da discussão representou um passo importante para a qualificação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), fortalecendo o cuidado, a articulação intersetorial e a construção coletiva de diretrizes que consideram as especificidades de cada território.
A mesa de abertura contou com a participação da gerente de Políticas e Organização das Redes de Atenção em Saúde da Sesa, Rose Mary Santana; da chefe do Núcleo Especial de Atenção Especializada da Sesa, Franciely da Costa Guarnier; do presidente do Conselho Estadual de Saúde, Itamar Francisco Teixeira; do representante da Defensoria Pública do Espírito Santo, Hugo Fernandes Matias; do coordenador de Saúde Mental de Vitória, Rodrigo dos Santos Scarabelli; do representante do Conselho Nacional de Saúde, Derivan Brito da Silva; e do coordenador-geral de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, Vinícius Batista Vieira.
O encontro promoveu a troca de experiências, a qualificação das práticas de cuidado e o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial em todo o Sudeste. Durante os dois dias de programação, os participantes se dividiram em grupos de trabalho organizados em cinco eixos temáticos:
Atenção à Crise; Violências e Vulnerabilizações nas Infâncias e Adolescências; Necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas; Residencialidade das Infâncias e Adolescências; Corresponsabilização do Cuidado e Intersetorialidade.
Os debates tiveram ampla participação de adolescentes, que contribuíram ativamente para a construção das propostas e recomendações. Além disso, crianças e adolescentes que não puderam participar presencialmente enviaram cartas, desenhos, fotografias, músicas e outras produções, que permaneceram expostas durante todo o evento no espaço Multispace, ampliando as possibilidades de escuta e participação.
Na tarde do primeiro dia, ocorreram duas atividades simultâneas. Uma delas foi o ‘Encontro de Redes: Tecendo diálogos e compartilhando experiências em saúde mental de crianças e adolescentes’, espaço dedicado à apresentação de práticas exitosas desenvolvidas nos estados da Região Sudeste. A atividade reuniu profissionais de diferentes serviços que compartilharam experiências voltadas ao cuidado em saúde mental infantojuvenil, fortalecendo a troca de conhecimentos entre os territórios.
Paralelamente, foi realizada a Oficina Regional de Escutação de Crianças e Adolescentes, ambiente construído especialmente para garantir a expressão, a escuta qualificada e a participação ativa de crianças e adolescentes nas discussões do Fórum.
O segundo dia foi aberto com uma apresentação da Banda de Congo do CAPS Infantojuvenil da Serra, seguida pela Mesa de Adolescentes, momento em que os jovens apresentaram as produções elaboradas durante a Oficina de Escutação e compartilharam suas reflexões com os participantes.
Na sequência, os grupos de trabalho retomaram as discussões para consolidar as propostas que deram origem à Carta de Vitória, documento construído coletivamente com recomendações para o fortalecimento da atenção à saúde mental de crianças e adolescentes nos estados da Região Sudeste. O material também subsidiará as discussões do Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes.
Para a chefe do Núcleo Especial de Atenção Especializada da Secretaria da Saúde, Franciely da Costa Guarnier, sediar o Fórum representou um importante reconhecimento da trajetória construída pelo Espírito Santo na organização da Rede de Atenção Psicossocial.
"Receber o Fórum Regional Sudeste foi motivo de grande satisfação para o Espírito Santo e reafirmou o compromisso da Secretaria da Saúde com a qualificação permanente do cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes. Mais do que promover um espaço de debate técnico, o evento fortaleceu a participação social, valorizou a escuta de crianças e adolescentes e ampliou o diálogo entre os diferentes setores envolvidos na garantia de direitos. As contribuições construídas coletivamente certamente fortalecerão as políticas públicas em todo o país", afirmou Franciely Guarnier.
A gerente de Políticas e Organização das Redes de Atenção em Saúde da Sesa, Rose Mary Santana, destacou que o encontro consolidou o Espírito Santo como referência na articulação regional para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial.
“O Fórum representou um marco para o Espírito Santo ao reunir gestores, trabalhadores, usuários, representantes do controle social e adolescentes em torno de um objetivo comum: construir estratégias mais efetivas para o cuidado em saúde mental. A Carta de Vitória sintetiza esse esforço coletivo e reforça a importância da cooperação entre União, estados e municípios para garantir uma atenção cada vez mais humanizada, integral e baseada nos direitos de crianças e adolescentes", disse.
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