13/04/2026 10h00

No Dia do Neurocirurgião, HEC evidencia volume e complexidade de neurocirurgias no Espírito Santo

No mês em que se celebra o Dia do Neurocirurgião, em 14 de abril, o Hospital Estadual Central (HEC), em Vitória, mostra a importância da neurocirurgia na rede pública estadual, marcada por alto volume de procedimentos e atendimentos de grande complexidade. Apenas em março deste ano, a unidade, que é gerida pela Fundação iNOVA Capixaba, realizou mais de 162 cirurgias dessa especialidade. Nos últimos 12 meses, foram mais de dois mil procedimentos, com média de cinco intervenções por dia.

Com equipe de neurocirurgiões de plantão 24 horas por dia, sete dias por semana, o Hospital Estadual Central (HEC) atende pacientes de toda a rede Sistema Único de Saúde (SUS) estadual, tanto em casos eletivos quanto de urgência, garantindo acesso a intervenções de alta complexidade.

Entre os destaques da unidade está a oferta de técnicas avançadas, como a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) e a Trombectomia Mecânica, ampliando as possibilidades terapêuticas para os pacientes atendidos. Os procedimentos permitem tratar desde doenças neurológicas crônicas até condições agudas, como o AVC isquêmico, com maior precisão e melhores desfechos clínicos.

Além disso, o hospital utiliza recursos tecnológicos compatíveis com o nível de alta complexidade em neurocirurgia, como a neuronavegação, sistema que fornece imagens em tempo real durante a cirurgia e amplia a precisão dos procedimentos. A equipe também realiza abordagens minimamente invasivas, incluindo acessos pela via nasal ou por cateter, que contribuem para a redução de riscos e do tempo de recuperação. Em situações específicas, os procedimentos podem ser realizadas com o paciente acordado, possibilitando o monitoramento contínuo de funções cerebrais essenciais, como fala e movimento.

O coordenador da equipe de neurocirurgia do HEC, o médico Leandro Assis, destaca o impacto da especialidade na vida dos pacientes. “Tratar doenças do sistema nervoso é, muitas vezes, devolver autonomia, movimento e qualidade de vida. É um trabalho que exige técnica, responsabilidade e sensibilidade”, afirma.

Segundo ele, a precisão é um dos principais desafios da área, especialmente nas cirurgias cerebrais. “O cérebro é formado por estruturas extremamente delicadas e interconectadas. Cada intervenção exige planejamento detalhado e execução precisa para preservar funções vitais e evitar danos ao tecido saudável”, explica.

O especialista destaca ainda a relevância do hospital no cenário estadual. Segundo ele, o HEC é responsável por cerca de 40% de todas as neurocirurgias realizadas no SUS no Espírito Santo e por aproximadamente 70% dos procedimentos de alta complexidade na área.

Histórias que traduzem o impacto

Os números ganham significado nas histórias de pacientes atendidos pela unidade. Casos de recuperação após intervenções de alta complexidade ilustram, na prática, o impacto da neurocirurgia e das tecnologias disponíveis no HEC.

Entre esses pacientes está o Sr. Marcos Viana, que conviveu por anos com a Doença de Parkinson e hoje experimenta uma nova fase após realizar no HEC o procedimento da estimulação cerebral profunda (DBS), uma técnica que consiste na implantação de eletrodos em áreas específicas do cérebro, responsáveis por regular sinais neurológicos alterados pela doença.

Marcos conta que os primeiros sinais surgiram com uma rigidez no braço, evoluindo ao longo dos anos para tremores, lentidão e dificuldades em tarefas simples.  “Cheguei a pensar que não conseguiria mais sair de casa”, relembra.

Em meio aos desafios da doença, a esperança surgiu quando ele conheceu a  estimulação cerebral profunda (DBS), através de uma reportagem de TV. Na época, o procedimento ainda era restrito a outros estados, o que o levou a considerar viagens para realizar a cirurgia.

Com a chegada da técnica ao Espírito Santo e a possibilidade de realizar o procedimento pelo SUS, Marcos conseguiu acesso ao tratamento e iniciou uma nova etapa em sua trajetória.

Após o procedimento, passou a perceber, de forma progressiva, a redução dos tremores, mais controle dos movimentos e maior autonomia nas atividades do dia a dia.

“O DBS mudou a minha vida. Hoje tenho mais autonomia e consigo fazer coisas que antes eram muito difíceis”, conta.

 

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