22/05/2026 17h25 - Atualizado em 22/05/2026 17h27

1° Seminário Estadual da Saúde Integral da População Negra debate os impactos do racismo na saúde

Saúde sem racismo foi o tema que dominou os debates no 1° Seminário Estadual da Saúde Integral da População Negra, que reuniu cerca de 100 participantes nesta sexta-feira (22), no auditório do Sebrae, em Vitória.

Gestores, profissionais da saúde, representantes de movimentos sociais e estudantes debateram o cuidado de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) da população negra, que sofre mais vulnerabilidades sociais, impactando diretamente os sistemas de saúde. A realização do seminário pode orientar a elaboração de ações estaduais de promoção de saúde, fortalecendo a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), no Estado.

O evento contou com diversas palestras sobre os desafios para a implementação da Política Nacional; racismo e doutrinas raciais: interdições à saúde mental da população negra; segurança alimentar, doença falciforme, entre outros.

“Fiz questão de estar no 1° Seminário Estadual da Saúde Integral da População Negra, porque é um marco para o cuidado da população negra no Estado. Eu sei de perto os impactos do racismo em quem a gente ama. Minha mãe trabalhava em um hospital e adotou o meu irmão mais velho, após a mãe biológica dele falecer no parto. Ele é negro. Desde que nasci, ele cuidou de mim e dos meus dois irmãos. Precisamos avançar nesse cuidado na saúde pública”, ressaltou o secretário da Saúde, Kim Barbosa.

Na avaliação da gerente de Política e Organização das Redes de Atenção à Saúde (Geporas), Rose Mary Santana Silva, a Secretaria da Saúde (Sesa) está trabalhando em políticas públicas que promovam equidade e combate ao racismo na saúde. “O direito à saúde é para todos. É urgente termos indicadores de saúde. Eles são determinantes para criação da política estadual”, afirmou.  

Para a referência técnica da Saúde da População Negra da Secretaria da Saúde (Sesa), Raquel Rosa Azevedo, os debates vão ajudar na criação de diretrizes estaduais que sirvam como referência para os municípios no atendimento à saúde da população negra. “Elas são importantes porque nos ajudam a criar políticas públicas na saúde, para superar as barreiras como o racismo institucional e as desigualdades sociais estruturais”, disse.

O evento contou com a presença de ativistas do movimento negro capixaba, como Fátima Tolenttino da Silva; o superintendente do Ministério da Saúde (MS-ES) no Espírito Santo, Luiz Carlos Reblin; representante do MS-ES, Marília Coser, o presidente do Conselho Estadual de Saúde, Itamar Francisco Teixeira; a gerente de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDH), Edneia Conceição de Oliveira; além dos deputados estaduais Tyago Hoffmann e Camila Valadão.

 

* Confira fotos do evento aqui

 

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