A força da Enfermagem no SUS: profissionais unem técnica, cuidado e humanidade na rede estadual
Presente em todas as etapas do cuidado, da emergência ao acompanhamento domiciliar, a Enfermagem ocupa um papel essencial na assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta terça-feira (12), tem-se o Dia Internacional da Enfermagem, e histórias de profissionais que atuam em hospitais da rede pública estadual mostram o papel essencial da categoria na assistência aos pacientes.
Na rede estadual de saúde, enfermeiros e técnicos de enfermagem atuam diariamente na linha de frente do atendimento, contribuindo para a segurança, o acolhimento e a recuperação dos pacientes. No Hospital Estadual Central (HEC), em Vitória, o enfermeiro Ronaldo Vieira Lopes, que atua no setor de AVC Crônico, carrega mais de duas décadas de experiências na enfermagem. Antes de chegar à unidade, durante um plantão como enfermeiro emergencista, participou do atendimento a um grave acidente na BR-101. A ocorrência exigiu preparo técnico e força emocional da equipe. Apesar dos esforços para salvar as vítimas, uma criança não resistiu após o veículo pegar fogo durante o resgate. Dias depois, a família procurou os profissionais para agradecer pelo empenho e pelas vidas que conseguiram salvar.
A experiência marcou a trajetória do profissional e reforçou um aprendizado que ele leva para o cuidado diário: “a Enfermagem ensina que nem sempre é possível mudar o desfecho, mas sempre é possível fazer a diferença na vida dos pacientes e familiares por meio da presença, da escuta e da humanidade”.
No Hospital Antônio Bezerra de Faria (HABF), em Vila Velha, o técnico de enfermagem Gabriel Martins integra a equipe do Programa de Internação Domiciliar (PID). A iniciativa promove a desospitalização segura de pacientes, que passam a receber cuidado em casa com acompanhamento de uma equipe multiprofissional.
Para Gabriel, a atuação no domicílio transforma a relação entre profissional, paciente e família. “No hospital, o cuidado é mais dinâmico, técnico e, muitas vezes, marcado pela rotina acelerada. Já em casa, o paciente se mostra mais confortável e mais aberto ao diálogo. Há mais parceria e conversa, mesmo em procedimentos desconfortáveis. É uma convivência que favorece a criação de laços mais fortes”, afirmou.
No Hospital Dr. Dório Silva (HDDS), na Serra, a enfermeira Letícia Araújo integra a equipe da UTI 3 e atua na Enfermagem há 13 anos. Para ela, a profissão vai além da execução de procedimentos e exige sensibilidade diante da história de cada paciente.
“Acho uma profissão incrível, que abrange muitas oportunidades diferentes, mas todas sempre com o mesmo intuito: cuidar e zelar pelo próximo. Na Enfermagem, não é apenas chegar e fazer. É sempre lembrar que estamos cuidando do amor de alguém, que tem gente esperando por essa pessoa em casa. É um cuidado que vai além do cuidar, é carinho, empatia e zelo”, disse Letícia.
As histórias mostram que a enfermagem reúne conhecimento técnico, responsabilidade, sensibilidade e presença constante na rotina dos serviços de saúde. No SUS, esses profissionais são parte fundamental da assistência, atuando com dedicação em diferentes cenários e contribuindo diariamente para o cuidado integral dos pacientes.
16 anos de muita história no Silvio Avidos
No Hospital Estadual Silvio Avidos (HMSA), em Colatina, a enfermeira Angélica Nascimento das Neves representa uma trajetória marcada por dedicação e vínculo com a assistência. Atualmente no Pronto-Socorro Ortopédico, ela iniciou sua caminhada na unidade como técnica de enfermagem e, há 16 anos, constrói sua história na profissão. “Não me vejo em outra área que não seja a Enfermagem”, destacou.
Angélica lembrou que a formação como enfermeira foi resultado de esforço, persistência e apoio institucional, em um período em que conciliava trabalho e estudos. Hoje, cursa pós-graduação em Urgência e Emergência, com o objetivo de seguir se qualificando e contribuindo para a assistência prestada aos pacientes.
Entre as experiências mais marcantes, ela recorda a relação construída com um paciente internado na UTI, longe da família e sem acompanhantes. Mesmo durante a própria gestação, Angélica mantinha visitas frequentes ao paciente, oferecendo atenção e acolhimento. “Ele acabou se tornando parte da minha família”, recordou. O paciente faleceu posteriormente, mas a história permaneceu como símbolo da conexão presente no cuidado em saúde e do papel da enfermagem no acolhimento aos usuários do SUS.
O cuidado na reabilitação
No Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo (CREFES), localizado em Vila Velha, a trajetória da enfermeira Marcela Ferraz da Silva é marcada pela transição do cuidado agudo para a sensibilidade da reabilitação. Após 15 anos na Estratégia de Saúde da Família e passagens por outras unidades hospitalares, foi na superação lenta e gradual que ela encontrou seu novo propósito.
“Na reabilitação, encontrei uma área com a qual me identifiquei profundamente e onde sinto grande satisfação em acompanhar os pacientes em seu processo de recuperação”, revelou Marcela, que hoje aplica sua experiência para motivar aqueles que enfrentam limitações físicas permanentes e dependência para atividades básicas.
Para ela, o exercício da Enfermagem na unidade vai além da técnica. Exige escuta e paciência para lidar com o sofrimento emocional e a busca pela autonomia. Marcela recordou com carinho de pacientes, que, mesmo tetraplégico e sem o apoio familiar, nunca perdeu o otimismo, simbolizando a essência do seu trabalho.
Com a gestão da Fundação iNOVA Capixaba, a enfermeira projeta um cenário de avanços: “Tenho confiança de que novas mudanças positivas acontecerão e me sinto motivada a contribuir para que a qualidade da assistência prestada aos pacientes seja aumentada”.
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