04/03/2026 16h00 - Atualizado em 04/03/2026 16h08

Fissura palatal: conheça o serviço referência do Hospital Infantil de Vitória que proporciona a melhoria na qualidade de vida de crianças e adolescentes

Tida como a malformação craniofacial congênita mais prevalente na população, a fissura lábio palatal, também conhecida popularmente como lábio leporino, tem no Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG), o Infantil de Vitória, o serviço de referência no atendimento e acompanhamento de crianças e adolescentes com esta condição no Espírito Santo.

O serviço atende crianças de norte a sul do Estado, com acompanhamento nas quais as famílias recebem orientações e assistência necessárias, por meio do trabalho realizado por diversos especialistas pediátricos que são responsáveis por estabelecer o plano terapêutico individualizado.

A dona de casa Carla Priscila, moradora de Viana, é uma das mães que teve a vida do seu filho modificada pelo serviço ofertado no HINSG. Com a cirurgia agendada para esta última sexta-feira (27), o pequeno Arthur Miguel de 09 anos fez o primeiro procedimento próximo de casa. Os outros dois procedimentos anteriores foram feitos em outro estado.

“Eu descobri a malformação durante o parto do Arthur e naquela época eu não tinha muita informação sobre o que era, e o processo foi muito complicado por isso. Ele fez os primeiros procedimentos em outro estado e, durante a pandemia, e eu como mãe solo, precisei parar o acompanhamento. No ano passado fiquei sabendo do serviço aqui no HINSG e consegui dar continuidade aos procedimentos”, disse Carla Priscila.

A mãe contou que, após o início do acompanhamento com os profissionais do Hospital Infantil de Vitória, ela ficou mais tranquila em relação ao cuidado e ao futuro do filho. “No início foi difícil pois não tinha conhecimento, mas agora não, me sinto muito tranquila com o acompanhamento”, informou. O filho Arthur passou pelo terceiro procedimento, para a reparação do lábio.

“Ter o Hospital Infantil com toda uma equipe qualificada como referência, representa um avanço para a saúde do capixaba. É um serviço que está próximo das famílias capixabas, de maneira que durante todas as etapas do tratamento, as rotinas das crianças e dos familiares envolvidos neste processo não sejam interrompidas. O HINSG vem ampliando ano a ano a oferta de cirurgias para a correção da fissura labiopalatal e avança para a implantação do serviço de correções ortodônticas, complementares ao tratamento”, reforçou a responsável técnica do hospital, a médica Dória Sá de Almeida Peixoto.

A cirurgia é uma das etapas presentes no plano terapêutico de crianças e adolescentes atendidos no HINSG. A correção de fissura labiopalatina por meio do processo cirúrgico é responsável pela melhora da qualidade de vida dos pacientes. Além disso, os pacientes têm ainda o atendimento ambulatorial, que conta com equipe formada por enfermeiros, fonoaudiólogo, psicólogo, pediatra, ortodontista, assistente social, cirurgiões plásticos e cirurgiões dentistas, permitindo que toda assistência seja centralizada no mesmo hospital.

Para a cirurgiã plástica do HINSG, Rosalie Torrelio, uma das profissionais que atua diretamente no serviço de fissura palatal, a assistência centralizada na unidade é um diferencial importante no atendimento às crianças e adolescentes. “É uma alegria imensa para nós profissionais podermos participar desse serviço e saber da importância de conseguirmos reabilitar uma criança para a sua família, e vê a alegria do pai, da mãe, de todos. Por isso, é tão importante ter um serviço como o que temos no HINSG de alta complexidade perto de onde moramos, em nosso Estado e nós temos. Contamos com serviço completo com cirurgias de alta complexidade”, pontuou a profissional.

 

Mobilização de cirurgias plásticas de lábio leporino

Na última quinta-feira (26) e na sexta-feira (27), a equipe de Cirurgia Plástica do Hospital Infantil de Vitória recebeu profissionais Bruno Meilman Ferreira e Mariana Sisto Alessi, do Centro de Tratamento e Reabilitação de Fissuras Labiopalatinas e Deformidades Craniofaciais (Centrare), do Hospital da Baleia, localizado em Minas Gerais, para a mobilização de cirurgias de fissura labiopalatina.

Nesta mobilização, foram atendidas 12 crianças. A correção de fissura labiopalatina por meio do processo cirúrgico é responsável pela melhora da qualidade de vida dos pacientes.

“Agradecemos essa oportunidade, e sabemos da importância da reabilitação dessas crianças. Além de podermos fomentar e colaborar com a instituição para que isso seja uma realidade e para que as crianças tenham o tratamento completo que envolve uma multidisciplinaridade”, destacou a médica Mariana Sisto Alessi durante a mobilização.

A pequena Isis de 2 anos, moradora de Cariacica, foi uma das crianças atendidas durante a mobilização. Com a cirurgia agendada para a sexta-feira (27), a mãe, Bianca da Fonseca Amaral, de 26 anos, contou que esta foi o segundo procedimento da filha no HINSG. “Descobri a condição dela ainda no ultrassom e assim que ela nasceu, fomos encaminhadas ao serviço no HINSG, com a primeira cirurgia feita ainda em 2024. Aqui ela faz todo o acompanhamento, com fonoaudiólogo, pediatra, cirurgiã e com outros profissionais também”, disse.

Para a mãe, Bianca, ter o serviço e a oferta de cirurgia próxima de casa é  um “alívio”. “Muito aliviada por ser pertinho de casa e mais feliz ainda por estar fazendo a cirurgia, pois eu sei que é para a melhora da Isis”, reforçou a mãe.

“Por isso é importante divulgarmos que existe esse serviço, e que estamos aqui no HINSG. Pois, a depender da alteração que a criança apresenta, dependendo do grau da fissura, ela vai ser acompanhada por tempos diferentes, podendo chegar até 17 anos”, explicou a cirurgiã plástica do HINSG, Rosalie Torrelio.

Os profissionais falaram sobre a mobilização e a vinda dos médicos do Centrare neste vídeo.

 

Como ter acesso ao serviço

Para ter acesso ao serviço de fissura lábio palatal pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o responsável pelo paciente deve procurar os serviços da Atenção Primária à Saúde (APS) mais próximo de sua residência para ser avaliado pelo médico. Após esse processo, e se necessário, o cidadão será encaminhado ao atendimento especializado.

O diagnóstico também pode ser feito durante o pré-natal, ainda na APS, de gestantes, que são encaminhadas ao HINSG para acolhimento. “As gestantes que têm diagnostico intraútero, conseguimos acalmar, acolher e mostrar que todo tratamento será feito na hora certa, no tempo certo, dentro de casa”, explicou a cirurgiã plástica do HINSG, Rosalie Torrelio. Além disso, as consultas podem ser solicitadas encaminhando a solicitação médica, diretamente pelas maternidades, assim como pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos municípios pelo e-mail ambulatorio.hinsg@saude.es.gov.br.

O ambulatório de acolhimento de novos casos funciona toda sexta-feira, das 9 às 12h.

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