23/01/2026 17h02

Mais de 230 profissionais da saúde participam do Seminário “Hanseníase: utilizando novas tecnologias para o diagnóstico”, em Vitória

Mais de 230 profissionais da saúde pública dos 78 municípios participaram do Seminário “Hanseníase: utilizando novas tecnologias para o diagnóstico”, nesta sexta-feira (23), no Sheraton Hotel, na Praia do Canto, em Vitória. O foco do debate foi na identificação da doença em sua fase inicial e nos desafios do diagnóstico precoce.

A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e é transmitida principalmente por gotículas respiratórias em casos de convívio íntimo e prolongado, como aquele que ocorre entre pessoas que dividem a mesma residência ou passam grande parte do tempo juntas.

Na solenidade de abertura, diversas autoridades estavam presentes, como o subsecretário de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, a subsecretária de Atenção à Saúde, Carolina Sanches, o superintendente do Ministério da Saúde no Espírito Santo, Luiz Carlos Reblin, o promotor de Justiça e Dirigente do Centro de Apoio Operacional de Implementação Das Políticas Públicas da Saúde, Itamar de Ávila Ramos, e o presidente do Conselho Estadual da Saúde, Itamar Francisco Teixeira.

“A hanseníase é uma doença com um tempo de encubação que dura entre dois e seis anos. Não é só de identificação por mancha, tem muitos outros sinais. O Espírito Santo tem cerca de 400 novos casos por ano. Pode parecer inexpressivo, considerando o total da população capixaba, mas os pacientes não tratados podem se tornar pessoas com deficiência com incapacidades. É isso pode ser evitado com o diagnóstico precoce”, afirmou o subsecretário Orlei Cardoso.

Na Secretaria da Saúde, além da Vigilância em Saúde, a hanseníase também é uma doença acompanhada pela Atenção à Saúde, que planeja e executa políticas públicas para enfrentar o problema. “Nossa equipe já trabalha, junto aos municípios, para redução de casos na atenção primária à saúde. As ações integradas entre as duas áreas fortalecem ainda mais a identificação da doença e o monitoramento até a cura”, afirmou a subsecretária Carolina Sanches.

A discriminação e preconceito ainda estão muito presentes na sociedade, quando se trata de hanseníase, segundo o superintendente do Ministério, Reblin. “A palavra-chave é educação permanente com a sociedade. Não é possível que uma doença histórica, milenar, ainda esteja com números altos no Brasil”, reforçou.

A médica capixaba, professora e referência no país sobre hanseníase, Maria Leide Wand-Del-Rey de Oliveira, pontou que a hanseníase causa um problema social complexa. “A doença atinge pessoas negligenciadas. Quem vai adoecer, já está infectado. Temos uma demanda reprimida da pandemia. Quando avaliamos mais de perto, constatamos que muitos pacientes, muitas vezes, não fazem o tratamento adequado em casa. Conseguimos fazer algumas doses mensais nas unidades de saúde. Temos que pensar soluções para fazer todos esses enfrentamentos”, explicou.

 


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