Outono exige atenção redobrada com a saúde respiratória das crianças
O outono chegou no Brasil, com chuvas e temperaturas mais amenas, aliviando o calor. Essa mudança do clima provoca também uma mudança de hábitos: as pessoas tendem a ficar mais aglomeradas em espaços fechados, o que pode aumentar a incidência de infecções respiratórias. Os profissionais do Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIMABA), localizado em Vila Velha, falam sobre os cuidados para as crianças.
De acordo com a diretora Assistencial da unidade, Vanuza Guasti, as crianças estão em um dos grupos que precisam de maior atenção, além dos idosos, isso porque, “são grupos que precisam de maior atenção pela possibilidade dessas infecções se tornarem mais graves. Entre elas, o resfriado comum, causado pelo rinovírus, cujos sintomas são coriza, tosse leve, espirros e febre baixa”, destacou.
A profissional explicou também que a gripe, causada pelo vírus Influenza, apresenta sintomas mais intensos que o resfriado, como febre alta, dor no corpo, cansaço e tosse. E reforçou sobre os cuidados: “Lavar as mãos com frequência; evitar compartilhar objetos pessoais; manter ambientes ventilados; em locais públicos, cobrir a boca ao tossir; evitar contato com pessoas doentes e o uso de máscaras por sintomáticos”, pontuou.
Além dessas medidas, a médica lembrou da importância da vacinação. Desde o ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a disponibilizar a vacina contra o VSR para as gestantes a fim de garantir a proteção dos bebês. Para um público específico de bebês, há também a incorporação do anticorpo Nirsevimabe. Há ainda a vacina contra a Influenza para crianças de 6 meses a menores de 6 anos disponível durante todo o ano na rotina.
Alerta contra a bronquiolite
A infecção respiratória causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), a bronquiolite, tem como sintomas o chiado, dificuldade para respirar e tosse. “A principal forma de prevenção é evitar a exposição dos bebês a pessoas gripadas, não expô-los ao cigarro e manter higiene rigorosa das mãos. O aleitamento materno também é uma proteção importante”, explicou a diretora Assistencial do HIMABA, Vanuza Guasti
No Espírito Santo, as gestantes a partir de 28 semanas de gestação devem realizar a imunização contra o vírus. Nas maternidades, como o Himaba, e em unidades de saúde, o anticorpo Nirsevimabe é aplicado em bebês com elegibilidade para a imunização.
Para garantir o cuidado assistencial eficaz durante a sazonalidade da bronquiolite, o HIMABA elaborou um plano de contingência. O diretor-geral da unidade, Claudio Amorim, destacou que o enfrentamento da sazonalidade das doenças respiratórias, especialmente da bronquiolite, exige inteligência assistencial, planejamento antecipado e integração sistêmica. “Ações de qualificação contínua das equipes, o monitoramento diário de indicadores críticos, como taxa de ocupação, tempo de espera e perfil de gravidade, e a articulação permanente com a rede estadual de saúde visam assegurar um cuidado coordenado e resolutivo”, explicou.
Informações à Imprensa:
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Assessoria de Comunicação - Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba)
Daniely Borges