Pneumopediatra do HIMABA orienta a identificar primeiros sinais da pneumonia em crianças
A chegada do Inverno no próximo dia 21 de junho, e consequente diminuição nas temperaturas, aumenta a circulação de vírus respiratórios, especialmente em ambientes fechados e com pouca ventilação. Sintomas como febre, coriza, nariz escorrendo, perda do apetite e prostração se tornam comuns e podem evoluir para uma pneumonia, se não tratados adequadamente. Diante desse cenário, a pneumopediatra do Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), Laís Fraga, alerta para a importância de procurar atendimento médico caso a febre igual ou superior a 37,5°C persista por mais de 72 horas.
“Nas crianças pequenas, a pneumonia pode se manifestar inicialmente por febre, prostração, que é quando a criança fica molinha, além da respiração mais rápida que o habitual. Além disso, a criança pode apresentar mal-estar, irritabilidade, diminuição do apetite e alteração do padrão respiratório. Em bebês, sinais como redução das mamadas e sonolência excessiva também merecem atenção. A tosse pode estar presente desde o início ou surgir ao longo da evolução do quadro”, orientou a médica.
A profissional explicou ainda que, nos casos de crianças maiores, a pneumonia geralmente se manifesta com febre alta, tosse persistente e cansaço. Ela citou os sintomas como relato de dor no peito; falta de ar ou dificuldade para respirar; e o aumento do esforço respiratório. “Esse pode ser observado pelo afundamento da região do pescoço durante a respiração, indicando que a criança está utilizando mais a musculatura para conseguir respirar melhor”.
A pneumopediatra destacou também que, na maioria dos casos de pneumonia neste grupo, pode começar com uma infecção viral e, depois, podendo haver uma complicação bacteriana associada. “Isso acontece porque o vírus pode diminuir a imunidade do organismo e facilitar a proliferação de bactérias, levando a quadros mais graves. Quando a criança fica gripada, o organismo concentra esforços para combater o vírus. Durante esse período, as defesas naturais podem ficar mais vulneráveis, facilitando a entrada e a multiplicação de outros microrganismos, como bactérias, que podem causar pneumonia”, disse.
No Himaba, para garantir eficiência no atendimento durante os meses de sazonalidade das doenças respiratórias, as equipes atuam de forma estratégica, com gestão de pessoas e recursos aliada à qualificação assistencial, além da qualificação do pronto-socorro para diminuir o tempo de espera e ampliar a resolutividade dos atendimentos.
Fique atento e procure atendimento médico imediatamente se a criança apresentar os seguintes sintomas:
- Dificuldade para respirar;
- Respiração muito rápida;
- Esforço respiratório (afundamento das costelas ou da região do pescoço);
- Febre persistente (igual ou superior a 37,5°C);
- Sonolência excessiva;
- Irritabilidade intensa;
- Recusa para se alimentar ou ingerir líquidos;
- Vômitos frequentes, diminuição da urina ou sinais de desidratação.
Pequenos cuidados, grande proteção
Segundo pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), lavar as mãos evita em até 40% infecções como gripe e conjuntivite. A pneumopediatra do Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), Laís Fraga, reforçou que, além da higiene das mãos, pais e responsáveis também devem evitar que bebês muito pequenos tenham contato com pessoas doentes, mesmo que apresentem sintomas leves, como coriza e nariz entupido.
“Muitas vezes, as pessoas acham que é apenas uma alergia ou rinite, mas no início pode ser difícil diferenciar uma alergia de um resfriado ou gripe. Às vezes começa apenas com o nariz entupido e, com o passar dos dias, evolui para uma infecção viral. Por isso, é importante evitar o contato com pessoas que estejam com sintomas respiratórios ou qualquer sinal de doença. Até mesmo uma gastroenterite pode estar associada a vírus que também causam sintomas respiratórios, como nariz entupido e coriza”, informou.
A médica alertou que, em uma pessoa adulta, esses vírus podem causar apenas um desconforto leve e passageiro, mas, no bebê pequeno, podem provocar quadros mais graves.
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Assessoria de Comunicação - Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba)
Daniely Borges
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