08/04/2026 17h35 - Atualizado em 08/04/2026 17h44

Sesa descentraliza formação e amplia qualificação sobre doenças raras no norte capixaba

A Secretaria da Saúde (Sesa), por meio da Superintendência Regional Norte de Saúde e do Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes), promoveu o ‘Seminário Norte Capixaba de Doença Falciforme e Coagulopatias Hereditárias’. A capacitação foi direcionada aos profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) da região, e contou com a parceria da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Centro Universitário Vale do Cricaré (Univc).

O foco do encontro foi ampliar o conhecimento técnico e fortalecer a rede de atendimento a pacientes com a doença falciforme e as coagulopatias hereditárias, como a hemofilia. O evento aconteceu no último dia 24 de março, em São Mateus, e contou com aproximadamente 120 participantes, superando as expectativas da organização.

A referência técnica na área de doenças raras da Gerência de Políticas e Organização de Redes de Atenção à Saúde (Geporas) na Sesa, João Miguel Debacker avaliou o resultado do evento de forma positiva. “O seminário foi ótimo. Surpreendeu positivamente, com presença acima do esperado, e cumpriu o seu papel de ampliar o acesso à informação para profissionais, alunos e a população”, disse.

Ele explica que a iniciativa integra uma estratégia de descentralização das ações formativas da Sesa. “A gente já realizava esse evento na Região Metropolitana, agora, estamos descentralizando e queremos avançar para as demais regiões de saúde”, explicou.

João Miguel destacou ainda o avanço na organização da assistência, com a consolidação de linhas de cuidado. A linha voltada às coagulopatias já foi publicada, enquanto a das hemoglobinopatias, que inclui a doença falciforme, está em fase final. A gente publica uma linha de cuidado em que estão estipulados os direitos, os fluxos de atendimento, os profissionais envolvidos e toda a trajetória do paciente dentro da rede”, detalha e reforça que o Estado vem estruturando uma rede assistencial contínua, desde o diagnóstico na infância até o acompanhamento na fase adulta, com suporte do Hemoes, da rede hospitalar e da Farmácia Cidadã, além da incorporação de novas tecnologias e medicamentos aprovados para o SUS.

O superintendente da Regional Norte de Saúde, Ransmiller Brunelli Camporesi, destacou o papel da educação permanente para qualificar o atendimento, principalmente nas unidades básicas de saúde. “Doenças falciformes e coagulopatias hereditárias são temas muito presentes, mas pouco debatidos. A população está na ponta e precisa de um cuidado mais assertivo”.

Na avaliação dele, iniciativas como o seminário fortalecem a Atenção Primária à Saúde e ampliam a capacidade de resposta dos serviços. “Esses momentos de aprendizagem são fundamentais, porque a graduação não comporta todas as demandas que surgem no dia a dia”.

Com participação destacada na organização do seminário, o professor da Ufes Francisco Careta ressaltou a participação do público e o alcance da iniciativa. “Tivemos uma boa participação, principalmente da Atenção Primária à Saúde, e conseguimos atingir um número acima da média de eventos semelhantes”.

Ele também apontou a importância de ações educativas contínuas. “Como são muitas doenças raras, nem sempre é possível aprofundar todas na graduação, por isso esses eventos são importantes para complementar a formação”.

Na prática, o atendimento no Espírito Santo é realizado por equipes multiprofissionais, com acompanhamento contínuo e suporte especializado. O Hemoes atua como referência estadual, inclusive com apoio 24 horas às unidades de urgência e emergência.

Referência técnica em doença falciforme no Hemoes, o médico Felipe Dettogni Moro Capo explicou que o atendimento envolve cuidado longitudinal e suporte permanente às equipes de saúde. “Fazemos um trabalho contínuo com equipes multidisciplinares e oferecemos suporte 24 horas para as unidades que atendem esses pacientes”, disse.

O médico disse também que a estimativa é de que entre 1.500 e 1.800 pessoas com doença falciforme sejam acompanhadas no Estado, a maioria já inserida na rede de cuidados.

A chefe do Hemocentro Regional de São Mateus, Vanilda Pagcheon Borges, reforçou a importância de ampliar o conhecimento da população sobre os serviços ofertados. “O Hemocentro não é só para doação de sangue. Trabalhamos com uma variedade de serviços, inclusive no atendimento a pacientes com coagulopatias hereditárias”, disse.

Já o pró-reitor de Inovação, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário Vale do Cricaré, José Roberto Gonçalves de Abreu, enalteceu a parceria entre instituições públicas e privadas e a integração entre ensino e serviço proporcionada pelo seminário. “Tivemos aqui um ciclo de palestras e painéis extremamente importantes, com participação de profissionais, estudantes e pacientes”.

Doenças raras e assistência no SUS

A doença falciforme é uma condição genética que altera o formato das hemácias, podendo causar dor intensa e complicações clínicas. Já as coagulopatias hereditárias afetam a coagulação do sangue, aumentando o risco de sangramentos.

No Espírito Santo, o atendimento a esses pacientes é estruturado pelo SUS, com acompanhamento desde a infância, suporte especializado, acesso a medicamentos e protocolos clínicos definidos. A organização em linhas de cuidado garante a continuidade da assistência e o atendimento integral aos pacientes.

 

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