14/01/2013 08h11 - Atualizado em
23/09/2015 13h36
Himaba oferece Teste do Coraçãozinho para recém-nascidos

Um teste simples, rápido e indolor realizado em recém-nascidos do Hospital Estadual Infantil e Maternidade de Vila Velha (Himaba) ajuda a detectar doenças cardíacas congênitas graves e a evitar a morte prematura dessas crianças ainda no primeiro mês de vida. É o chamado Teste do Coraçãozinho. O exame foi implantado como rotina na rede estadual há cerca de 30 dias.
Segundo a cardiologista pediátrica Sônia Rabello, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o procedimento, preconizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, é realizado em todos os recém-nascidos com mais de 34 semanas de idade gestacional e é apontado como essencial para o diagnóstico precoce de cardiopatia congênita crítica. Isso porque ele funciona como uma triagem dos bebês que têm o risco de ter uma doença cardíaca grave.
O teste é feito com um aparelho chamado oxímetro de pulso. Os sensores são colocados na mão direita e em um dos pés do bebê para medir a concentração de oxigênio no sangue arterial da criança. Aquelas que apresentarem alterações são encaminhadas para exame mais específico, o ecocardiograma, em até 24 horas, no próprio hospital, para diagnóstico e tratamento.
O ecocardiograma é feito com aparelho de ultrassonografia, que mostra a anatomia e funcionamento do coração. Através dele, é possível detectar qualquer defeito cardíaco congênito.
A médica ressalta que a especificidade do Teste do Coraçãozinho é de 99%, o que significa que, quando dá negativo, praticamente descarta a possibilidade de doenças cardíacas graves. Ao mesmo tempo, a cardiologista tranquiliza os pais em caso de resultado positivo. “Nem todo Teste do Coraçãozinho dado como positivo tem o resultado confirmado pelo ecocardiograma. Estudos realizados comprovam que 25% das crianças enviadas para o ecocardiograma não possuem má-formação no órgão.
De acordo com informações da direção do Himaba, 160 crianças já realizaram o Teste do Coraçãozinho, desde que ele foi implantado. Dessas, 10 foram enviadas para exame complementar.
– De cada mil crianças que nascem no mundo, uma apresenta má-formação cardíaca. Há casos simples e outros mais complexos que colocam a vida do bebê em risco precocemente.
– 10% das mortes infantis são causadas por doenças cardíacas.
– 30% a 40% das mortes infantis por má-formação em algum órgão do corpo humano se referem a problemas no coração
Critérios para o Teste do Coraçãozinho
– Recém-nascidos com mais de 34 semanas gestacionais, entre 24 e 48 horas de vida
– É preciso estar clinicamente estável, sem qualquer outra doença associada
– Ter nascido no Himaba
O teste
– Exame não invasivo, não causa dor. É realizado pelo pediatra na maternidade para detectar doenças cardíacas graves, que podem provocar a morte do bebê ainda no primeiro mês de vida.
– É feito com um aparelho chamado oxímetro de pulso, que é colocado na mão direita e em um dos pés do recém-nascido para medir a concentração de oxigênio no sangue arterial da criança. Os bebês que apresentarem alteração são encaminhados para o exame de ecocardiograma num prazo de 24 horas, no próprio Hospital.
O exame que dá alterado, após uma hora é repetido para confirmar o resultado. Só então, a criança é encaminhada para exame mais específico, o ecocardiograma, para diagnóstico mais preciso e tratamento adequado.
Doenças cardíacas congênitas graves
– Transposição das grandes artérias (as grandes artérias aorta e pulmonar nascem em posições trocadas)
– Atresia da válvula pulmonar (o bebê nasce sem a válvula pulmonar, responsável por levar sangue do coração até o pulmão)
– Síndrome de hipoplasia do coração esquerdo (estrutura do lado do esquerdo não se desenvolve. É o lado esquerdo que bombeia sangue para o corpo)
Obs: Estes são exemplos de cardiopatias que exigem uma intervenção cirúrgica precoce para manter a circulação normal do sangue entre o pulmão, coração e o corpo da criança.
Nesses casos, há medicações e procedimentos hemodinâmicos (cateterismo cardíaco) que podem ser aplicados para manter a vida da criança e estabilizá-la até a realização da cirurgia para corrigir a má-formação.
As condutas são diferenciadas para cada caso. Alguns exigem cirurgia imediata.
No Himaba
160 bebês já fizeram o teste
150 deram negativo
10 bebês foram encaminhados para ecocardiograma, após resultado positivo
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Sesa
Dannielly Valory/Jucilene Borges/Marcos Bonn/Maria Angela Siqueira
Texto: Maria Angela Siqueira
mariaperini@saude.es.gov.br
Tels.: 3137-2307/3636-8334/9983-3246/9969-8271/9943-2776
asscom@saude.es.gov.br
Segundo a cardiologista pediátrica Sônia Rabello, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o procedimento, preconizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, é realizado em todos os recém-nascidos com mais de 34 semanas de idade gestacional e é apontado como essencial para o diagnóstico precoce de cardiopatia congênita crítica. Isso porque ele funciona como uma triagem dos bebês que têm o risco de ter uma doença cardíaca grave.
O teste é feito com um aparelho chamado oxímetro de pulso. Os sensores são colocados na mão direita e em um dos pés do bebê para medir a concentração de oxigênio no sangue arterial da criança. Aquelas que apresentarem alterações são encaminhadas para exame mais específico, o ecocardiograma, em até 24 horas, no próprio hospital, para diagnóstico e tratamento.
O ecocardiograma é feito com aparelho de ultrassonografia, que mostra a anatomia e funcionamento do coração. Através dele, é possível detectar qualquer defeito cardíaco congênito.
A médica ressalta que a especificidade do Teste do Coraçãozinho é de 99%, o que significa que, quando dá negativo, praticamente descarta a possibilidade de doenças cardíacas graves. Ao mesmo tempo, a cardiologista tranquiliza os pais em caso de resultado positivo. “Nem todo Teste do Coraçãozinho dado como positivo tem o resultado confirmado pelo ecocardiograma. Estudos realizados comprovam que 25% das crianças enviadas para o ecocardiograma não possuem má-formação no órgão.
De acordo com informações da direção do Himaba, 160 crianças já realizaram o Teste do Coraçãozinho, desde que ele foi implantado. Dessas, 10 foram enviadas para exame complementar.
– De cada mil crianças que nascem no mundo, uma apresenta má-formação cardíaca. Há casos simples e outros mais complexos que colocam a vida do bebê em risco precocemente.
– 10% das mortes infantis são causadas por doenças cardíacas.
– 30% a 40% das mortes infantis por má-formação em algum órgão do corpo humano se referem a problemas no coração
Critérios para o Teste do Coraçãozinho
– Recém-nascidos com mais de 34 semanas gestacionais, entre 24 e 48 horas de vida
– É preciso estar clinicamente estável, sem qualquer outra doença associada
– Ter nascido no Himaba
O teste
– Exame não invasivo, não causa dor. É realizado pelo pediatra na maternidade para detectar doenças cardíacas graves, que podem provocar a morte do bebê ainda no primeiro mês de vida.
– É feito com um aparelho chamado oxímetro de pulso, que é colocado na mão direita e em um dos pés do recém-nascido para medir a concentração de oxigênio no sangue arterial da criança. Os bebês que apresentarem alteração são encaminhados para o exame de ecocardiograma num prazo de 24 horas, no próprio Hospital.
O exame que dá alterado, após uma hora é repetido para confirmar o resultado. Só então, a criança é encaminhada para exame mais específico, o ecocardiograma, para diagnóstico mais preciso e tratamento adequado.
Doenças cardíacas congênitas graves
– Transposição das grandes artérias (as grandes artérias aorta e pulmonar nascem em posições trocadas)
– Atresia da válvula pulmonar (o bebê nasce sem a válvula pulmonar, responsável por levar sangue do coração até o pulmão)
– Síndrome de hipoplasia do coração esquerdo (estrutura do lado do esquerdo não se desenvolve. É o lado esquerdo que bombeia sangue para o corpo)
Obs: Estes são exemplos de cardiopatias que exigem uma intervenção cirúrgica precoce para manter a circulação normal do sangue entre o pulmão, coração e o corpo da criança.
Nesses casos, há medicações e procedimentos hemodinâmicos (cateterismo cardíaco) que podem ser aplicados para manter a vida da criança e estabilizá-la até a realização da cirurgia para corrigir a má-formação.
As condutas são diferenciadas para cada caso. Alguns exigem cirurgia imediata.
No Himaba
160 bebês já fizeram o teste
150 deram negativo
10 bebês foram encaminhados para ecocardiograma, após resultado positivo
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Sesa
Dannielly Valory/Jucilene Borges/Marcos Bonn/Maria Angela Siqueira
Texto: Maria Angela Siqueira
mariaperini@saude.es.gov.br
Tels.: 3137-2307/3636-8334/9983-3246/9969-8271/9943-2776
asscom@saude.es.gov.br