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Sesa alerta para cuidados nas férias para evitar intoxicação de crianças

Publicado em: 17/07/2012 09h20 - Atualizado em: 19/07/2012 07h04
Neste período de férias, em que as crianças ficam mais tempo em casa, os cuidados dos pais devem ser redobrados. É nessa época que os riscos dos acidentes domésticos e de intoxicações acidentais aumentam. Produtos de limpeza, cosméticos e medicamentos podem se tornar verdadeiras armadilhas para os pequenos em um momento de descuido da família e levar a sérios problemas de saúde.

Segundo dados do Centro de Atendimento Toxicológico da Secretaria de Estado da Saúde (Toxcen), a maioria das intoxicações acidentais ocorre em crianças menores de quatro anos de idade. Nesta idade, elas costumam colocar qualquer coisa na boca, não sabem ler se o produto é perigoso, são curiosas, imitam os adultos e encontram produtos tóxicos em todos os locais da casa, em lugares baixos como gavetas, na dispensa e em armários embaixo da pia da cozinha e banheiro.

Além dos menores, juntam-se irmãos, primos e amiguinhos e, em meio às brincadeiras, muitas vezes sem a supervisão de um adulto, as intoxicações ocorrem com maior facilidade. A coordenadora do Toxcen, Sony de Freitas Itho, explica que as intoxicações mais comuns atendidas pelo serviço são as causadas por medicamentos, seguidas pelas provocadas por animais peçonhentos e produtos de limpeza.

Ela lembra que a melhoria da apresentação dos produtos farmacêuticos deixou os remédios com mais cores, sabores e texturas, tornando-os mais atrativos, principalmente para crianças. “Quando os pais chamam o remédio de bala ou docinho para fazer o filho tomá-lo com mais facilidade acabam cometendo um grande erro, pois chamam mais ainda a atenção para o produto”, destaca Sony, que recomenda que os medicamentos sejam guardados fora do alcance das mãos e dos olhos das crianças.

O mesmo vale para os produtos de limpeza e cosméticos, que não devem ficar à mostra. Os mais perigosos são os à base de soda cáustica, que podem causar queimaduras de grande gravidade e, dependendo do caso, levar à morte. Também se deve ter cautela ao utilizar embalagens como garrafas pet de refrigerante para guardar produtos de limpeza, sem nenhuma identificação. No caso dos medicamentos, os anticonvulsivantes, antidepressivos e inibidores de apetite são os que apresentam mais riscos.



Acidentes

Os pais devem suspeitar de intoxicação quando a criança passa a apresentar sinais como andar cambaleante, voz pastosa/mole, uso de palavras desconexas, lesões de queimaduras na boca ou ao redor, hálito diferente, sonolência fora do habitual, suor intenso ou saliva abundante.

Nestes casos, deve-se ligar imediatamente para o Toxcen – 0800 283 9904 – e informar o ocorrido, pois o atendimento pode ser iniciado ainda na residência ou resolvido pelo telefone mesmo. Para isso, é importante ter informações completas sobre o possível causador da intoxicação ou o produto em mãos. Além disso, enquanto liga para o Toxcen, os responsáveis devem manter a calma e deixar a criança em um local seguro e acompanhada.

Segundo Sony, mais de 50% dos casos atendidos são solucionados por telefone mesmo. Ela recomenda ainda que os pais não deem leite para as crianças nem forcem o vômito. “Pelo telefone o profissional do Toxcen irá prestar orientação e avaliar a necessidade de encaminhá-la ao hospital”, explica Sony.

No caso de picadas de animais peçonhentos, pode-se tentar capturar o animal de maneira segura e levá-lo ao hospital ou, se isso não for possível, fotografá-lo, para que o mesmo seja identificado e o paciente possa ser mais bem assistido pela equipe médica.


Produtos domésticos potencialmente tóxicos em casa:

Cozinha - Desentupidores, polidores, desengordurantes de fogões, desinfetantes, sabões, detergentes, saponáceos, gás de cozinha, plantas/ervas, inseticidas;
Área de Serviço - Solventes, tintas, alvejantes, inseticidas, raticidas, álcool, gás de cozinha, sabões para máquina de lavar, ceras;
Sala - Bebidas alcoólicas, plantas ornamentais, cigarro, limpadores, medicamentos;
Quartos - Inseticidas, naftalina, remédios, perfumes, maquilagens, cigarros;
Banheiro - Remédios, perfumes, cosméticos, talco, desodorizantes de ambiente, sabões;
Quintal - Produtos de jardinagem, fertilizantes, Inseticidas, herbicidas, raticidas.


Dicas de como prevenir acidentes domésticos:

- Mantenha todos os produtos em sua embalagem original, guarde-os em armários fechados, preferencialmente com chave e fora do alcance das mãos e dos olhos das crianças de modo a não despertar sua curiosidade e manipulação. Guarde-os longe dos alimentos e dos medicamentos;

- Conheça todos os produtos que existem em sua casa, não armazene substâncias desnecessárias. Não guarde restos de medicamentos, produtos químicos velhos, vencidos e/ou sem rótulos;

- Fique sempre de olho nas crianças, principalmente quando estiverem muito quietas;

- Nunca dê as costas a uma criança quando ela tem ao seu alcance algum produto. Se o telefone ou a campainha tocar, leve a criança (ou o produto) com você;

- Nunca deixe produtos venenosos sem a devida atenção enquanto você os manipula, pois, em alguns segundos de desatenção, pode ocorrer uma intoxicação;

- Dê preferência a embalagens de segurança. Tampas de segurança não garantem que a criança não abra a embalagem, mas podem dificultar bastante, a tempo que alguém intervenha;

- Pílulas coloridas, embalagens e garrafas bonitas, brilhantes e atraentes, odor e sabor adocicados despertam a atenção e a curiosidade natural das crianças. Não estimule essa curiosidade;

- Quando adquirir um brinquedo para a criança, certifique-se que ele é atóxico, ou seja, não contém componentes tóxicos.

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação/Sesa
Alessandra Fornazier/Anny Giacomin/Jucilene Borges/Marcos Bonn
Texto: Alessandra Fornazier
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