Sesa orienta município de Castelo no atendimento às vítimas do alagamento
Publicado em: 26/01/2009 06h36
- Atualizado em: 26/01/2009 07h43
Uma equipe de especialistas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que esteve em Castelo, município da Região Sul capixaba, nesta sexta-feira (23), se reuniu com profissionais da área da saúde local para passar orientações sobre o atendimento às vítimas das fortes chuvas que acometeram a cidade durante a noite desta quinta-feira (22).
Os representantes da Sesa se encontraram com a secretária municipal de saúde, Magda Callegari, com profissionais da Vigilância Sanitária, Ambiental, Epidemiológica, da Assistência Farmacêutica e com a coordenação do Programa Saúde da Família (PSF).
De acordo com o coordenador do Centro de Informações Estratégicas e Respostas às Emergências em Saúde Pública (Cievs), Gilton Almada, após a realização da reunião ficou decidido que a Unidade de Saúde de Castelo funcionará neste sábado e domingo, em horário habitual, das 7 às 17 horas, e prestará atendimento de portas abertas, ou seja, sem marcação de consulta.
Além disso, o grupo, formado por sanitarista, farmacêutico, enfermeiro e assistente social, passou orientações quanto aos cuidados que devem ser observados para a manutenção do abrigo das vítimas, como a qualidade da água, cocção de alimentos e higiene local.
Os comerciantes da região afetada também foram orientados quanto ao descarte de alimentos contaminados e medicamentos que tiveram contato com a água do alagamento. Todos esses cuidados visam à prevenção de doenças relacionadas às enchentes, como leptospirose, hepatite A, febre tifóide e doenças diarreicas.
Não houve perda de medicamentos da secretaria municipal de Saúde, entretanto, a Sesa entregou ao município um kit disponibilizado pelo Ministério da Saúde (MS) com remédios – antibióticos, analgésicos, antiinflamatórios – e materiais hospitalares, como ataduras, gazes, esparadrapos e seringas, bem como 1.250 fracos de hipoclorito de sódio – usado na descontaminação de água potável.
Orientações
A Secretaria recomenda não utilizar ou ingerir água de poços, fontes ou minas que foram alagados. Além disso, a água não deve ser usada sem um prévio tratamento por fervura ou com hipoclorito de sódio a 2,5%. As pessoas que tiveram suas casas inundadas devem desinfetar o ambiente, ou seja, todas as paredes, pisos e utensílios, com água sanitária.
Nos alagamentos, o sistema doméstico de armazenamento de água pode ser contaminado, sendo necessária sua desinfecção. A limpeza dos reservatórios se faz necessária, mesmo quando os mesmos não são atingidos diretamente pela água da enchente.
Para limpar e desinfetar o reservatório (caixa d’água), recomenda-se:
- Esvaziar a caixa d’água e lavá-la, esfregando bem as paredes e o fundo. Não esquecer que é preciso usar botas de borracha e luvas nesta atividade;
- Esvaziar a caixa d’água completamente, retirando toda a sujeira, utilizando pá, balde e panos;
- Concluída a limpeza, colocar 1 litro de água sanitária para cada mil litros de água do reservatório;
- Abrir a entrada para encher a caixa com água limpa;
- Após 30 minutos, abrir as torneiras por alguns segundos, com vistas à entrada da água com solução na tubulação doméstica;
- Aguardar quatro horas para a desinfecção do reservatório e canalizações;
abrir as torneiras, podendo aproveitar a água para limpeza em geral de chão e paredes.
Cuidado com a água para consumo humano direto
Se o domicílio não estiver sendo abastecido com água do sistema público e esta água for proveniente de poço, cacimba, fonte, rio, riacho, açude, entre outras, deverá ser procedida a cloração no local utilizado para armazenamento (reservatório, tanque, tonel etc) utilizando-se o hipoclorito de sódio a 2,5%, nas seguintes dosagens:
Cuidados na limpeza da lama residual
A lama dos alagamentos tem alto poder infectante e nestas ocasiões fica aderida aos móveis, paredes e chão. Recomenda-se, então, retirá-la (sempre se protegendo com luvas e botas de borracha) e lavar o local que, a seguir, deve ser desinfetado com uma solução de água sanitária na seguinte proporção: para um balde de 20 litros de água, adicionar quatro xícaras de café (copinhos de 50ml) de água sanitária.
Cuidados com os alimentos
É essencial a atenção aos alimentos que entraram em contato com as águas de alagamento, pois poderão ser contaminados. O ideal como prevenção é armazená-los em locais elevados, acima do nível das águas. Mas se isto não for possível, recomenda-se:
- Manter os alimentos devidamente acondicionados, fora do alcance de roedores, insetos ou outros animais;
- Lavar freqüentemente as mãos com água tratada antes de manipular os alimentos;
Alimentos em estado natural:
- Itens como frutas em geral, verduras, legumes, arroz, feijão, soja e ervilha devem ser inutilizados, pois sofrem transformações quando em contato com as águas de enchente.
- Já produtos como carnes, peixes, leite, ovos, pão, açúcar, café e manteiga devem ser inutilizados, pois se contaminam facilmente pelas águas, além da natureza de suas embalagens, que geralmente são de plástico ou papel; portanto, é perigosa qualquer tentativa de aproveitamento dos mesmos.
Alimentos preparados:
- Lingüiça, mortadela, queijos e similares deverão ser também inutilizados após o contato com as águas, pois sua contaminação é total, devido ao tipo de embalagem, geralmente de plástico ou papel.
Alimentos enlatados:
- As latas que estiverem amassadas, enferrujadas ou semi-abertas deverão ser inutilizadas, porém, as que permanecerem em bom estado e que não tiveram contato com as águas, poderão ser lavadas com uma solução de água sanitária na proporção de 1/100, preparada do seguinte modo: 1 litro de água sanitária para 100 litros de água, ou ½ litro de água sanitária para 50 litros de água, ou ¼ litro de água sanitária para 25 litros de água.
Confira alguns cuidados necessários para evitar as doenças:
- Não jogue lixo ou objetos nos rios, pois eles represam as águas e, com a chuva, podem causar enchentes;
- Evite contato com água e lama de enchentes e impeça que as crianças nadem ou brinquem nesses ambientes;
- Evite contato com água e lama, usando sempre botas e luvas de borracha, ou sacos plásticos amarrados nos pés e nos braços;
- Mantenha os quintais sempre limpos, evitando o acúmulo de entulhos que favoreçam a presença de ratos;
- Coloque o lixo em sacos plásticos e em recipientes tampados, para evitar a proliferação de ratos. Além disso, envie-o para a coleta pouco antes de o lixeiro passar.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Sesa
Jucilene Borges/Fernanda Porcaro/Marcos Bonn/Raquel d’Ávila/Syria Luppi
Texto: Marcos Bonn
marcosbonn@saude.es.gov.br
Tels.: 3137-2378 / 3137-2307 / 9969-8271 / 9943-2776 / 9983-3246
asscom@saude.es.gov.br
Os representantes da Sesa se encontraram com a secretária municipal de saúde, Magda Callegari, com profissionais da Vigilância Sanitária, Ambiental, Epidemiológica, da Assistência Farmacêutica e com a coordenação do Programa Saúde da Família (PSF).
De acordo com o coordenador do Centro de Informações Estratégicas e Respostas às Emergências em Saúde Pública (Cievs), Gilton Almada, após a realização da reunião ficou decidido que a Unidade de Saúde de Castelo funcionará neste sábado e domingo, em horário habitual, das 7 às 17 horas, e prestará atendimento de portas abertas, ou seja, sem marcação de consulta.
Além disso, o grupo, formado por sanitarista, farmacêutico, enfermeiro e assistente social, passou orientações quanto aos cuidados que devem ser observados para a manutenção do abrigo das vítimas, como a qualidade da água, cocção de alimentos e higiene local.
Os comerciantes da região afetada também foram orientados quanto ao descarte de alimentos contaminados e medicamentos que tiveram contato com a água do alagamento. Todos esses cuidados visam à prevenção de doenças relacionadas às enchentes, como leptospirose, hepatite A, febre tifóide e doenças diarreicas.
Não houve perda de medicamentos da secretaria municipal de Saúde, entretanto, a Sesa entregou ao município um kit disponibilizado pelo Ministério da Saúde (MS) com remédios – antibióticos, analgésicos, antiinflamatórios – e materiais hospitalares, como ataduras, gazes, esparadrapos e seringas, bem como 1.250 fracos de hipoclorito de sódio – usado na descontaminação de água potável.
Orientações
A Secretaria recomenda não utilizar ou ingerir água de poços, fontes ou minas que foram alagados. Além disso, a água não deve ser usada sem um prévio tratamento por fervura ou com hipoclorito de sódio a 2,5%. As pessoas que tiveram suas casas inundadas devem desinfetar o ambiente, ou seja, todas as paredes, pisos e utensílios, com água sanitária.
Nos alagamentos, o sistema doméstico de armazenamento de água pode ser contaminado, sendo necessária sua desinfecção. A limpeza dos reservatórios se faz necessária, mesmo quando os mesmos não são atingidos diretamente pela água da enchente.
Para limpar e desinfetar o reservatório (caixa d’água), recomenda-se:
- Esvaziar a caixa d’água e lavá-la, esfregando bem as paredes e o fundo. Não esquecer que é preciso usar botas de borracha e luvas nesta atividade;
- Esvaziar a caixa d’água completamente, retirando toda a sujeira, utilizando pá, balde e panos;
- Concluída a limpeza, colocar 1 litro de água sanitária para cada mil litros de água do reservatório;
- Abrir a entrada para encher a caixa com água limpa;
- Após 30 minutos, abrir as torneiras por alguns segundos, com vistas à entrada da água com solução na tubulação doméstica;
- Aguardar quatro horas para a desinfecção do reservatório e canalizações;
abrir as torneiras, podendo aproveitar a água para limpeza em geral de chão e paredes.
Cuidado com a água para consumo humano direto
Se o domicílio não estiver sendo abastecido com água do sistema público e esta água for proveniente de poço, cacimba, fonte, rio, riacho, açude, entre outras, deverá ser procedida a cloração no local utilizado para armazenamento (reservatório, tanque, tonel etc) utilizando-se o hipoclorito de sódio a 2,5%, nas seguintes dosagens:
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Cuidados na limpeza da lama residual
A lama dos alagamentos tem alto poder infectante e nestas ocasiões fica aderida aos móveis, paredes e chão. Recomenda-se, então, retirá-la (sempre se protegendo com luvas e botas de borracha) e lavar o local que, a seguir, deve ser desinfetado com uma solução de água sanitária na seguinte proporção: para um balde de 20 litros de água, adicionar quatro xícaras de café (copinhos de 50ml) de água sanitária.
Cuidados com os alimentos
É essencial a atenção aos alimentos que entraram em contato com as águas de alagamento, pois poderão ser contaminados. O ideal como prevenção é armazená-los em locais elevados, acima do nível das águas. Mas se isto não for possível, recomenda-se:
- Manter os alimentos devidamente acondicionados, fora do alcance de roedores, insetos ou outros animais;
- Lavar freqüentemente as mãos com água tratada antes de manipular os alimentos;
Alimentos em estado natural:
- Itens como frutas em geral, verduras, legumes, arroz, feijão, soja e ervilha devem ser inutilizados, pois sofrem transformações quando em contato com as águas de enchente.
- Já produtos como carnes, peixes, leite, ovos, pão, açúcar, café e manteiga devem ser inutilizados, pois se contaminam facilmente pelas águas, além da natureza de suas embalagens, que geralmente são de plástico ou papel; portanto, é perigosa qualquer tentativa de aproveitamento dos mesmos.
Alimentos preparados:
- Lingüiça, mortadela, queijos e similares deverão ser também inutilizados após o contato com as águas, pois sua contaminação é total, devido ao tipo de embalagem, geralmente de plástico ou papel.
Alimentos enlatados:
- As latas que estiverem amassadas, enferrujadas ou semi-abertas deverão ser inutilizadas, porém, as que permanecerem em bom estado e que não tiveram contato com as águas, poderão ser lavadas com uma solução de água sanitária na proporção de 1/100, preparada do seguinte modo: 1 litro de água sanitária para 100 litros de água, ou ½ litro de água sanitária para 50 litros de água, ou ¼ litro de água sanitária para 25 litros de água.
Confira alguns cuidados necessários para evitar as doenças:
- Não jogue lixo ou objetos nos rios, pois eles represam as águas e, com a chuva, podem causar enchentes;
- Evite contato com água e lama de enchentes e impeça que as crianças nadem ou brinquem nesses ambientes;
- Evite contato com água e lama, usando sempre botas e luvas de borracha, ou sacos plásticos amarrados nos pés e nos braços;
- Mantenha os quintais sempre limpos, evitando o acúmulo de entulhos que favoreçam a presença de ratos;
- Coloque o lixo em sacos plásticos e em recipientes tampados, para evitar a proliferação de ratos. Além disso, envie-o para a coleta pouco antes de o lixeiro passar.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Sesa
Jucilene Borges/Fernanda Porcaro/Marcos Bonn/Raquel d’Ávila/Syria Luppi
Texto: Marcos Bonn
marcosbonn@saude.es.gov.br
Tels.: 3137-2378 / 3137-2307 / 9969-8271 / 9943-2776 / 9983-3246
asscom@saude.es.gov.br
