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SESA Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo

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SESA - Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo

Um ano e meio após zerar fila, ES ofertou 168 córneas para outros Estados

Publicado em: 26/03/2013 07h37 - Atualizado em: 27/03/2013 08h56
Quando não há receptores compatíveis ou não há demanda, um órgão ou tecido captado em determinado Estado pode ser ofertado para fora dele, seguindo o ranque nacional de transplantes. Foi isso que aconteceu no Espírito Santo. Depois de zerar a fila de pacientes que aguardam por córnea, em setembro de 2011, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) repetiu esse processo 168 vezes até fevereiro deste ano.

A fila capixaba de espera por uma córnea já ultrapassou 300 pessoas. Mas, há um ano e meio chegou a zero pela primeira vez. Com isso, o Estado integrou um seleto grupo com apenas três representantes no Brasil à época. “Além de atender a nossa média mensal, em torno de 15 a 20 pacientes, disponibilizamos o tecido para outros Estados quando não temos receptores”, diz a coordenadora da Central de Captação de Órgãos da Sesa (CNCDO), Rosemery Erlacher.

Melhorias

O feito, aponta a coordenadora, só foi possível graças a uma série de melhorias implantadas pela CNCDO. “Antigamente só tínhamos um banco de olhos, no Hospital das Clínicas. Mas, com a criação de mais um banco, no Hospital Evangélico de Vila Velha (filantrópico), que recebeu R$ 300 mil do Estado para a implantação, começamos a abranger todo o interior, aumentando a oferta” destaca.

Rosemery destaca também o aumento hospitais que aderiram à Política Estadual de Incentivo aos Transplantes de Órgãos. Essa iniciativa prevê repasse financeiro mensal para os hospitais com a finalidade de estruturar, capacitar e promover ações em prol da doação de órgãos. “A partir deste ano, todos os hospitais filantrópicos que mantém convênio com o Estado receberão o recurso”, lembra.

Para a coordenadora, a reorganização na estrutura de funcionários foi um ponto primordial. “A CNCDO se estruturou na questão dos funcionários para treinar, fazer visitas, promover campanha, reuniões mensais e notificar hospitais sem comissão intra-hospitalar de doação de órgãos. Todos os hospitais, públicos ou particulares, com mais de 80 leitos devem ter essa comissão”, afirma.

Captação

A captação de córnea, considerada um tecido, apresenta algumas peculiaridades se comparada à captação de órgãos. “Enquanto órgãos, como coração, fígado, pâncreas, rim só podem ser removidos de doador em morte encefálica, a córnea pode ser captada de doadores em morte encefálica ou até seis horas após o óbito causado por parada cardiorrespiratória”, explica a Rosemey Erlacher.

Além disso, o processo de captação pode ser feito por um técnico especializado, e não por um médico, como no caso dos órgãos. “Entretanto, segue todos os protocolos para garantir a segurança do receptor e só pode ser realizado mediante autorização de familiares do doador”, frisa a coordenadora. Quando o tecido é retirado, pode ficar até 14 dias armazenado no banco de olhos pronto para ser transplantado.

Hospitais credenciados para realizar transplante de córnea

- Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (HUCAM)
- Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV)
- Centro de Cirurgia Ocular do Espírito Santo
- Hospital Mata da Praia
- Instituto Oftalmológico Santa Luzia

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Sesa
Dannielly Valory/Jucilene Borges/Marcos Bonn/Maria Ângela Siqueira
Texto: Marcos Bonn
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